sábado, 30 de março de 2019

Sem intenção alguma de ser completa a abordagem, muito pelo contrário, ela tem a única função de ser suporte ao meu pensamento final deste post.
O neocortex é uma super recente evolução em nosso cérebro, sendo a porção exterior do corpo cerebral, e "existe" em camadas.
A evolução tende a aproveitar o que deu certo, e não foi diferente com nosso cérebro. A evolução tendeu a dar cada vez mais camadas externas, e assim, "interior" ao neocortex, temos de épocas cada vez, mais antigas, o que tendo a chamar de sistema límbico, e mais antigo ainda o que chamo de cérebro reptiliano.
Desta forma, indiferente a nossa visão vaidosa e presunçosa de perfeição humana, ou de projeto superior perfeito, dentro de cada um de nós rasteja, salta, corre um ente inconsciente que atua comum aos ditos animais (quando fazemos questão de arrogantemente nos separar dos animais que tambem somos, pois que primos naturais de todos eles). Isso é natural e não pode ser visto como vergonha. De novo, somos tão animais quanto qualquer um deles, quanto todos eles. Reagimos muitas vezes guiados por esta parte do cérebro, mas a evolução dotou de forma crescente neocortex a algumas linhagens da evolução, e somos sortudos (ou azarados, depende do ponto de vista entre o que poderíamos ser, e o que somos em maioria, em sociedade) de estar aqui, repleto de neocortex, e assim podemos, ou poderíamos, ou deveríamos pensar, refletir e de alguma forma sermos cada vez mais humanos, racionais empáticos...
Independente de carregarmos um governante parcial reptiliano, somos resultado tambem da emergência do neocortex, e cada uma das três macros abordagens do cérebro, a reptiliana, a límbica e a do neocortex, são importantes, necessárias e compõem o ser complexo que acaba por emergir da funcionalidade natural do cérebro

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